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Estrutura metálica e inovação: uma história com mais de dois séculos

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Você provavelmente nunca ouviu falar em uma cidade no interior da Inglaterra chamada Coalbrookedale. E, provavelmente, jamais ouvisse, não fosse por um cidadão chamado Abraham Darby III. Ele e o engenheiro Thomas Pritchard foram os responsáveis por colocar a cidade no mapa e nos livros de história como dona da primeira ponte em estrutura metálica do mundo.

O contexto: o continente é a Europa, e o ano é 1779, momento de eclosão da industrialização. O país, a Inglaterra, um dos locais onde emergia a Revolução industrial. A cidade de Coalbrookedale não era exatamente uma rota de grande movimentação cargueira, mas sofria com o rigoroso inverno e consequente lentidão na movimentação de barcas, por isso o Rio Severn deveria ser vencido de outro modo e uma ponte parecia a solução perfeita. A ideia de utilizar o ferro como solução alternativa também não foi por acaso: alguns anos antes, o avô de Darby III, Darby I, havia inventado o método de produção de ferro fundido em caldeiras que – aperfeiçoado por seu filho – permitiu que seu neto fosse o pioneiro na construção de pontes desse tipo.

Dado que isso tudo aconteceu no início do século 18 e, apesar de vários outros produtos estarem passando por transformações no seu modo de produção – do artesanal para o industrial -, a sociedade local olhou com estranheza aquela iniciativa tão diferente. O normal até então era construir pontes feitas de madeira ou pedra, bem como se vê em algumas cidades que preservam a arquitetura medieval na Europa, principalmente. A própria Inglaterra e os países vizinhos Escócia e Irlanda mantêm alguns exemplares até hoje. Mas a evolução vai ganhando espaço e foi isso que Thomas e Abraham garantiram naquele momento: a modernização do processo de construção de pontes. A deles, primeira em ferro fundido, atravessa um vão de 60 metros.

Com o tempo, alguns problemas foram detectados. Por se tratar de um material com propriedades ainda desconhecidas, alguns erros foram cometidos por excesso de cautela. São cinco arcos semicirculares divididos ao meio. Essa divisão era feita por conta da capacidade máxima de fundição no local onde eram produzidas. O problema foi que, embora soubessem que uma ponte de ferro seria muito mais leve que uma de pedra e projetando, assim, estruturas que respeitassem a relação proporcional de diferença de peso, os empuxos gerados pelo ferro são menores que os que seriam gerados pelo mesmo peso de pedra, por exemplo. Assim, as estruturas da ponte não sofreram a compressão a qual estavam projetadas, o que fez com que a ponte se erguesse no meio, prejudicando a estrutura. Ainda assim, ela pode ser vista (e usada) até hoje e representa um grande passo na história das construções em estruturas metálicas.

Por outro lado, de Nova Iorque e do seu Empire State, é difícil encontrar quem nunca tenha ouvido falar. O gigante de 102 andares foi construído sem modéstia, era para ser mesmo o maior do mundo. E foi. Manteve o posto desde a sua inauguração, em 1931, até a construção da primeira das Torres Gêmeas do World Trade Center, em 1972.

Mais de 40 anos de hegemonia não é o único número que impressiona nessa construção em art deco. Os mais de cem andares podem ser alcançados por 64 elevadores que podem levar uma pessoa ao longo dos 373 metros de altura, onde fica o último andar. Com telhado e a antena de TV situada no topo, são, ao todo, 443,2 metros de um prédio formado por um misto de estrutura metálica, granito, calcário e tijolos. Construído logo depois da depressão de 1929, o Empire State custou muito menos do que os US$ 50 milhões inicialmente previstos, apesar de ter utilizado um total de 3.400 trabalhadores. Eles são as figuras presentes nas fotos mais famosas já feitas em construções no mundo, personagens que se equilibravam em inúmeras vigas e pilares a fim de terminar essa que também foi, a seu modo, uma construção em tempo recorde.

Um ano e 45 dias depois do início das obras o edifício foi inaugurado, com a incrível marca de quatro andares e meio por semana. Os dois grandes nomes responsáveis por esse feito magnífico são o empresário John Jacob Raskob, dono do empreendimento, e William Lamb, arquiteto da empresa Shreve, Lamb and Harmon, encarregada do trabalho. A estrutura do Empire State é formada por um pórtico tridimensional em aço e por um grande número de pilares nas partes interna e externa da construção. Esse gigante recebe a visita de cerca de 3,5 milhões de pessoas ao ano e chama a atenção pela beleza, por sua forte estrutura – que já aguentou o choque de um avião desgovernado – e, claro, por sua grandiosidade.

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